HYDE

HYDE na BAU 2027

11 – 15 de jan. de 2027Messe MünchenPavilhão C4Estande 523
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Nota técnica7 min de leitura8 seções4 modelos

NBR 11785 x EN 1125: o que muda para a barra antipânico no Brasil

A NBR 11785 e a EN 1125 tratam da mesma barra antipânico, mas uma é a norma brasileira na edição de 2018 e a outra a norma europeia de 2008 ligada à marcação CE. Comparamos escopo, ensaios, identificação e quem emite a prova, lado a lado, e mostramos por que um relatório de uma não substitui o da outra.

Johnson Liu

Comunicação Digital, Canton HylandMestrado em Mídias Digitais, Johns Hopkins University

306-S panic bar for a single door, as supplied: bar, latch, strike and fixings, original catalog photograph.

A NBR 11785 e a EN 1125 tratam do mesmo produto, a barra antipânico, mas não são intercambiáveis. A NBR 11785, na edição de 2018, é a norma brasileira de barras antipânico; a EN 1125, na edição de 2008 que a maioria das especificações ainda cita, é a norma europeia ligada à marcação CE. Um relatório de ensaio pela EN 1125 não é um relatório pela NBR 11785, e o inverso também vale.

As duas diferem em quatro pontos: o que cada uma abrange, o que ensaia, como o produto é identificado e quem emite a prova de conformidade. A EN 1125 publica valores que se podem citar com segurança, como a força máxima de 80 N para abrir a porta sem carga. Para a NBR 11785, este artigo não cita valores de desempenho: quem escreve a especificação tem que consultar a edição em vigor, que a ABNT disponibiliza.

Este texto é só a comparação. O que a vistoria brasileira verifica nas ferragens de uma porta corta-fogo, a escolha entre barra de empurrar e barra de toque, e a leitura do código europeu dígito a dígito têm cada um o seu artigo no nosso site, citados aqui pelo tema.

Escopo: o que cada norma cobre

A NBR 11785 trata da barra antipânico para portas de saída de emergência e a classifica de três formas. Pelo acionamento: barra de empurrar ou barra de toque. Pelo travamento: horizontal, vertical, ou horizontal e vertical. E pelo uso: classe C para porta de saída de emergência sem resistência ao fogo, classe F para porta corta-fogo e classe H para portas de uso muito frequente. A porta corta-fogo em si é objeto de outra norma, a NBR 11742.

A EN 1125 trata de dispositivos antipânico acionados por uma barra horizontal, em portas de rotas de fuga que abrem no sentido da fuga, onde quem passa pode não conhecer a porta e pode estar em pânico. Ela cobre dois tipos: tipo A, barra de empurrar, e tipo B, barra de toque. Saídas usadas por pessoas que conhecem a porta, com maçaneta ou placa de empurrar, ficam com outra norma, a EN 179.

O que cada norma ensaia

A EN 1125 ensaia o dispositivo como um conjunto: barra, trinco, contratesta e fixações, montados numa porta de ensaio. A força para liberar a porta não pode passar de 80 N com a porta sem carga, nem de 220 N com uma carga de 1000 N empurrando a porta contra o trinco, que é a situação de uma saída com gente apoiada nela. A durabilidade é classificada em grau 6, 100.000 ciclos, ou grau 7, 200.000 ciclos. A resistência à corrosão é classificada pela EN 1670, e o comprimento efetivo da barra tem que ser de pelo menos 60% da largura da porta.

A NBR 11785 também define requisitos para a barra, e desde a edição de 2018 um comprimento mínimo proporcional à largura da folha. Se ela fixa um valor para a força de acionamento, para o número de ciclos ou para a altura de instalação, e qual é esse valor, está no texto da edição em vigor. Não reproduzimos esses números de memória: um valor errado numa especificação custa mais do que um campo em branco.

As duas normas lado a lado

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As duas normas lado a lado
Edição citada20182008; verifique se uma edição mais nova se aplica ao seu projeto
EscopoBarras antipânico para portas de saída de emergênciaDispositivos antipânico acionados por barra horizontal, em portas de rotas de fuga que abrem no sentido da fuga
ClassificaçãoAcionamento (empurrar ou toque); travamento (horizontal, vertical ou ambos); uso: classe C, F ou HCódigo de dez dígitos; tipo A barra de empurrar ou tipo B barra de toque no nono dígito
Força de aberturaConsulte a edição em vigor80 N no máximo sem carga; 220 N no máximo com 1000 N sobre a porta
DurabilidadeConsulte a edição em vigorGrau 6: 100.000 ciclos; grau 7: 200.000 ciclos (segundo dígito)
Comprimento da barraUm mínimo proporcional à largura da folha; consulte a edição em vigorComprimento efetivo de pelo menos 60% da largura da porta
Altura de instalaçãoConsulte a edição em vigor900 a 1100 mm do piso acabado, porta fechada (orientação de instalação)
Portas corta-fogoClasse F; a porta é ensaiada pela NBR 11742 com as ferragens montadasQuarto dígito: A (fumaça) ou B (fogo e fumaça), condicionado a um ensaio de fogo da porta pela EN 1634-1
Identificação do produtoRequisitos de identificação na edição em vigor; peça marca, modelo e classe por escritoMarcação CE com o número da norma e o código de classificação
Quem emite a provaUm laboratório ensaia e emite o relatório, normalmente em nome da marca que vende a barra; a aceitação é do Corpo de Bombeiros, na vistoriaUm organismo notificado certifica a constância do desempenho; o fabricante emite a declaração de desempenho e aplica a marcação CE

10 linhas · Ordem original

As classes não se traduzem de uma norma para a outra

A tentação é ler a classe F brasileira como o equivalente do grau B europeu, porque as duas tratam de portas corta-fogo. Não são equivalentes. A classe F vale para a barra numa porta ensaiada pela NBR 11742 com as ferragens montadas; o grau B da EN 1125 só é dado mediante um ensaio de fogo da porta pela EN 1634-1. Cada uma depende de um ensaio de porta feito no seu próprio sistema, e nenhuma prova a outra.

O travamento mostra a mesma diferença por outro ângulo. A NBR 11785 classifica a barra pelo travamento: horizontal, vertical ou os dois. O código da EN 1125 não tem dígito para pontos de travamento; o décimo dígito diz em que porta o dispositivo pode ser usado: A em porta de uma folha ou em qualquer folha de porta dupla, B só em porta de uma folha, C só na folha passiva de porta dupla. Uma barra de duas folhas com hastes verticais tem que ser descrita de forma diferente em cada sistema.

Identificação, e quem emite a prova

Na Europa, a EN 1125 é uma norma harmonizada pelo Regulamento de Produtos de Construção, e a barra é colocada no mercado com marcação CE. Um organismo notificado ensaia o modelo e certifica a constância do seu desempenho; o fabricante emite a declaração de desempenho e aplica a marcação CE, que traz o número da norma e o código de classificação. O que o comprador lê é esse conjunto: o certificado, a declaração e o modelo nomeado neles.

No Brasil não há marcação CE. A ABNT publica a norma, um laboratório ensaia a barra contra ela e emite o relatório, normalmente em nome da marca que vende o produto, e a aceitação acontece na vistoria do Corpo de Bombeiros que libera o edifício. Os requisitos de identificação da própria barra estão na edição em vigor; na compra, peça por escrito a marca, o modelo e a classe, e confira se o relatório nomeia exatamente esse modelo.

Um relatório europeu não substitui o brasileiro, nem o contrário. Um relatório pela EN 1125 mostra o resultado de um ensaio contra outro texto; se uma vistoria aceita esse documento é decisão da autoridade, não algo que um fornecedor possa prometer. E um relatório pela NBR 11785 não dá direito à marcação CE.

O que isso muda na compra

Para quem importa barras para o Brasil, a ordem que funciona é: definir a porta (uma ou duas folhas, com ou sem resistência ao fogo), definir a classe pela NBR 11785, escolher o modelo, e só então ensaiar amostras idênticas à produção em nome da própria marca. Quem atende os dois mercados com o mesmo modelo precisa das duas provas, cada uma com o modelo nomeado, e tem que conferir se o pedido repete o modelo, o material e o acabamento das amostras ensaiadas.

Nossos modelos, e o que os registros publicam

Os registros do nosso catálogo descrevem como as barras são construídas, não uma conformidade. A tabela mostra o que está publicado para quatro modelos que costumam entrar nessa conversa. Onde um valor não está publicado, a tabela diz isso.

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Nossos modelos, e o que os registros publicam
306-SUmaTrinco lateralNão publicadoNenhuma
306-DDuasHastes verticaisNão publicadoNenhuma
305Não informadoPonto único, maçaneta externa, furo para cilindro1040 mmNenhuma
316-DDuasTravamento superior e inferiorNão publicadoNenhuma

4 linhas · Ordem original

Nenhum registro nosso publica certificação pela NBR 11785 ou pela EN 1125, e este artigo não afirma nenhuma. O nome do 305 no catálogo fala em porta corta-fogo; isso descreve a porta a que o modelo se destina, não uma classe F nem um grau B. A divisão entre o 306-S, com trinco lateral, e o 306-D, com hastes verticais, responde à pergunta de travamento que a NBR 11785 faz, e é por aí que a escolha começa.

Para um projeto no Brasil, fornecemos amostras idênticas à produção, desenhos e ficha técnica para ensaio em nome da sua marca. O resultado do ensaio, e não o catálogo, é o que vai para a vistoria.

Perguntas frequentes sobre este tema

A EN 1125 vale no Brasil?

A norma brasileira de barras antipânico é a NBR 11785, na edição de 2018. Um relatório pela EN 1125 mostra um ensaio feito contra outro texto; se a vistoria o aceita é decisão do Corpo de Bombeiros, não do fornecedor.

Qual a força máxima para abrir uma barra antipânico?

Pela EN 1125, 80 N com a porta sem carga e 220 N com 1000 N empurrando a porta. Para a NBR 11785, consulte a edição em vigor; este artigo não cita o valor.

A classe F da NBR 11785 é o mesmo que o grau B da EN 1125?

Não. As duas tratam de portas corta-fogo, mas cada uma depende de um ensaio de porta no seu próprio sistema: NBR 11742 no Brasil, EN 1634-1 na Europa. Uma não prova a outra.

As barras antipânico da Canton Hyland são certificadas pela NBR 11785 ou pela EN 1125?

Nenhum registro nosso publica essa certificação. Fornecemos amostras idênticas à produção, desenhos e ficha técnica para ensaio em nome da sua marca.

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Sobre a Canton Hyland — a Canton Hyland fabrica barras antipânico, fechaduras e ferragens arquitetónicas para obra comercial e institucional, e fornece prescritores e distribuidores em todo o mundo.