NBR 11785 x EN 1125: o que muda para a barra antipânico no Brasil
A NBR 11785 e a EN 1125 tratam da mesma barra antipânico, mas uma é a norma brasileira na edição de 2018 e a outra a norma europeia de 2008 ligada à marcação CE. Comparamos escopo, ensaios, identificação e quem emite a prova, lado a lado, e mostramos por que um relatório de uma não substitui o da outra.

Johnson LiuComunicação Digital, Canton HylandMestrado em Mídias Digitais, Johns Hopkins University

A NBR 11785 e a EN 1125 tratam do mesmo produto, a barra antipânico, mas não são intercambiáveis. A NBR 11785, na edição de 2018, é a norma brasileira de barras antipânico; a EN 1125, na edição de 2008 que a maioria das especificações ainda cita, é a norma europeia ligada à marcação CE. Um relatório de ensaio pela EN 1125 não é um relatório pela NBR 11785, e o inverso também vale.
As duas diferem em quatro pontos: o que cada uma abrange, o que ensaia, como o produto é identificado e quem emite a prova de conformidade. A EN 1125 publica valores que se podem citar com segurança, como a força máxima de 80 N para abrir a porta sem carga. Para a NBR 11785, este artigo não cita valores de desempenho: quem escreve a especificação tem que consultar a edição em vigor, que a ABNT disponibiliza.
Este texto é só a comparação. O que a vistoria brasileira verifica nas ferragens de uma porta corta-fogo, a escolha entre barra de empurrar e barra de toque, e a leitura do código europeu dígito a dígito têm cada um o seu artigo no nosso site, citados aqui pelo tema.
Escopo: o que cada norma cobre
A NBR 11785 trata da barra antipânico para portas de saída de emergência e a classifica de três formas. Pelo acionamento: barra de empurrar ou barra de toque. Pelo travamento: horizontal, vertical, ou horizontal e vertical. E pelo uso: classe C para porta de saída de emergência sem resistência ao fogo, classe F para porta corta-fogo e classe H para portas de uso muito frequente. A porta corta-fogo em si é objeto de outra norma, a NBR 11742.
A EN 1125 trata de dispositivos antipânico acionados por uma barra horizontal, em portas de rotas de fuga que abrem no sentido da fuga, onde quem passa pode não conhecer a porta e pode estar em pânico. Ela cobre dois tipos: tipo A, barra de empurrar, e tipo B, barra de toque. Saídas usadas por pessoas que conhecem a porta, com maçaneta ou placa de empurrar, ficam com outra norma, a EN 179.
O que cada norma ensaia
A EN 1125 ensaia o dispositivo como um conjunto: barra, trinco, contratesta e fixações, montados numa porta de ensaio. A força para liberar a porta não pode passar de 80 N com a porta sem carga, nem de 220 N com uma carga de 1000 N empurrando a porta contra o trinco, que é a situação de uma saída com gente apoiada nela. A durabilidade é classificada em grau 6, 100.000 ciclos, ou grau 7, 200.000 ciclos. A resistência à corrosão é classificada pela EN 1670, e o comprimento efetivo da barra tem que ser de pelo menos 60% da largura da porta.
A NBR 11785 também define requisitos para a barra, e desde a edição de 2018 um comprimento mínimo proporcional à largura da folha. Se ela fixa um valor para a força de acionamento, para o número de ciclos ou para a altura de instalação, e qual é esse valor, está no texto da edição em vigor. Não reproduzimos esses números de memória: um valor errado numa especificação custa mais do que um campo em branco.
As duas normas lado a lado
Deslize na horizontal para comparar colunas. Selecione um cabeçalho para ordenar; selecione três vezes para restaurar a ordem original.
| Edição citada | 2018 | 2008; verifique se uma edição mais nova se aplica ao seu projeto |
|---|---|---|
| Escopo | Barras antipânico para portas de saída de emergência | Dispositivos antipânico acionados por barra horizontal, em portas de rotas de fuga que abrem no sentido da fuga |
| Classificação | Acionamento (empurrar ou toque); travamento (horizontal, vertical ou ambos); uso: classe C, F ou H | Código de dez dígitos; tipo A barra de empurrar ou tipo B barra de toque no nono dígito |
| Força de abertura | Consulte a edição em vigor | 80 N no máximo sem carga; 220 N no máximo com 1000 N sobre a porta |
| Durabilidade | Consulte a edição em vigor | Grau 6: 100.000 ciclos; grau 7: 200.000 ciclos (segundo dígito) |
| Comprimento da barra | Um mínimo proporcional à largura da folha; consulte a edição em vigor | Comprimento efetivo de pelo menos 60% da largura da porta |
| Altura de instalação | Consulte a edição em vigor | 900 a 1100 mm do piso acabado, porta fechada (orientação de instalação) |
| Portas corta-fogo | Classe F; a porta é ensaiada pela NBR 11742 com as ferragens montadas | Quarto dígito: A (fumaça) ou B (fogo e fumaça), condicionado a um ensaio de fogo da porta pela EN 1634-1 |
| Identificação do produto | Requisitos de identificação na edição em vigor; peça marca, modelo e classe por escrito | Marcação CE com o número da norma e o código de classificação |
| Quem emite a prova | Um laboratório ensaia e emite o relatório, normalmente em nome da marca que vende a barra; a aceitação é do Corpo de Bombeiros, na vistoria | Um organismo notificado certifica a constância do desempenho; o fabricante emite a declaração de desempenho e aplica a marcação CE |
10 linhas · Ordem original
As classes não se traduzem de uma norma para a outra
A tentação é ler a classe F brasileira como o equivalente do grau B europeu, porque as duas tratam de portas corta-fogo. Não são equivalentes. A classe F vale para a barra numa porta ensaiada pela NBR 11742 com as ferragens montadas; o grau B da EN 1125 só é dado mediante um ensaio de fogo da porta pela EN 1634-1. Cada uma depende de um ensaio de porta feito no seu próprio sistema, e nenhuma prova a outra.
O travamento mostra a mesma diferença por outro ângulo. A NBR 11785 classifica a barra pelo travamento: horizontal, vertical ou os dois. O código da EN 1125 não tem dígito para pontos de travamento; o décimo dígito diz em que porta o dispositivo pode ser usado: A em porta de uma folha ou em qualquer folha de porta dupla, B só em porta de uma folha, C só na folha passiva de porta dupla. Uma barra de duas folhas com hastes verticais tem que ser descrita de forma diferente em cada sistema.
Identificação, e quem emite a prova
Na Europa, a EN 1125 é uma norma harmonizada pelo Regulamento de Produtos de Construção, e a barra é colocada no mercado com marcação CE. Um organismo notificado ensaia o modelo e certifica a constância do seu desempenho; o fabricante emite a declaração de desempenho e aplica a marcação CE, que traz o número da norma e o código de classificação. O que o comprador lê é esse conjunto: o certificado, a declaração e o modelo nomeado neles.
No Brasil não há marcação CE. A ABNT publica a norma, um laboratório ensaia a barra contra ela e emite o relatório, normalmente em nome da marca que vende o produto, e a aceitação acontece na vistoria do Corpo de Bombeiros que libera o edifício. Os requisitos de identificação da própria barra estão na edição em vigor; na compra, peça por escrito a marca, o modelo e a classe, e confira se o relatório nomeia exatamente esse modelo.
Um relatório europeu não substitui o brasileiro, nem o contrário. Um relatório pela EN 1125 mostra o resultado de um ensaio contra outro texto; se uma vistoria aceita esse documento é decisão da autoridade, não algo que um fornecedor possa prometer. E um relatório pela NBR 11785 não dá direito à marcação CE.
O que isso muda na compra
Para quem importa barras para o Brasil, a ordem que funciona é: definir a porta (uma ou duas folhas, com ou sem resistência ao fogo), definir a classe pela NBR 11785, escolher o modelo, e só então ensaiar amostras idênticas à produção em nome da própria marca. Quem atende os dois mercados com o mesmo modelo precisa das duas provas, cada uma com o modelo nomeado, e tem que conferir se o pedido repete o modelo, o material e o acabamento das amostras ensaiadas.
Nossos modelos, e o que os registros publicam
Os registros do nosso catálogo descrevem como as barras são construídas, não uma conformidade. A tabela mostra o que está publicado para quatro modelos que costumam entrar nessa conversa. Onde um valor não está publicado, a tabela diz isso.
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| 306-S | Uma | Trinco lateral | Não publicado | Nenhuma |
|---|---|---|---|---|
| 306-D | Duas | Hastes verticais | Não publicado | Nenhuma |
| 305 | Não informado | Ponto único, maçaneta externa, furo para cilindro | 1040 mm | Nenhuma |
| 316-D | Duas | Travamento superior e inferior | Não publicado | Nenhuma |
4 linhas · Ordem original
Nenhum registro nosso publica certificação pela NBR 11785 ou pela EN 1125, e este artigo não afirma nenhuma. O nome do 305 no catálogo fala em porta corta-fogo; isso descreve a porta a que o modelo se destina, não uma classe F nem um grau B. A divisão entre o 306-S, com trinco lateral, e o 306-D, com hastes verticais, responde à pergunta de travamento que a NBR 11785 faz, e é por aí que a escolha começa.
Para um projeto no Brasil, fornecemos amostras idênticas à produção, desenhos e ficha técnica para ensaio em nome da sua marca. O resultado do ensaio, e não o catálogo, é o que vai para a vistoria.
Perguntas frequentes sobre este tema
A EN 1125 vale no Brasil?
A norma brasileira de barras antipânico é a NBR 11785, na edição de 2018. Um relatório pela EN 1125 mostra um ensaio feito contra outro texto; se a vistoria o aceita é decisão do Corpo de Bombeiros, não do fornecedor.
Qual a força máxima para abrir uma barra antipânico?
Pela EN 1125, 80 N com a porta sem carga e 220 N com 1000 N empurrando a porta. Para a NBR 11785, consulte a edição em vigor; este artigo não cita o valor.
A classe F da NBR 11785 é o mesmo que o grau B da EN 1125?
Não. As duas tratam de portas corta-fogo, mas cada uma depende de um ensaio de porta no seu próprio sistema: NBR 11742 no Brasil, EN 1634-1 na Europa. Uma não prova a outra.
As barras antipânico da Canton Hyland são certificadas pela NBR 11785 ou pela EN 1125?
Nenhum registro nosso publica essa certificação. Fornecemos amostras idênticas à produção, desenhos e ficha técnica para ensaio em nome da sua marca.
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